quarta-feira, 16 de outubro de 2013

resguardo



Viver é ser o movimento que nunca pára
O balanço dela me equilibra
Em meu corpo sinto o que a boca não dá conta
Minha cabeça está resguardada

domingo, 28 de julho de 2013

qual o meu caminho?

munida de africanidade
embebida de ancestralidade

qual o meu caminho?

o meu caminho é vó 
o meu caminho é meu
é denso e tênue 
é negro e feminino
é estrada

sucumbida pela saudade
movida por novidade

qual o meu caminho?

o meu caminho é mãe
é beleza e fartura
é mar, e amar

qual o meu caminho?

o meu caminho é noite
é o avesso do corpo
é vestido de mulher
é axé







sábado, 19 de janeiro de 2013

De Peito Aberto


Se o peito me aperta as chagas
Me embalo no canto do vento
Sou poesia guardada, anunciada em verão
Sou uma e algumas ao mesmo tempo
Eu fui a espera, hoje sou o momento
Me guardo, me abro, me toco, me tenho



Abaixo a guarda e acolho o que é meu
Agradeço, dou Vida, canto
Meu som é da noite, é piar de mutum
é uivo de cachorro louco espalhando mensagem
O sol já chegou, minha pele quer se queimar
Minha negritude quer sassaricar
Eu vou, eu sou
Do meu sorriso, dona sou eu

terça-feira, 6 de novembro de 2012

É o quê?



Num dia trovão, no outro canção
Mas trovão é justiça, clarão
É o mar que me invade e me faz
Paixão é o quê?

É o cheiro, o gosto que fica?
O palpitar?
Amor, não sei mais
É chão ou além da razão?

Sem pretensão de entender deixo ser
Sob o acalanto de Caymmi
Aprendo a viver, a receber

Acredito

domingo, 30 de setembro de 2012

Orí




Do meu coração só eu sei
Batidas que soam nos fundos
Caminhos diversos, de pedra e areia
A mente sozinha e confusa constrói uma ponte
O corpo estremecido busca colo
Os pés sem fibras pedem socorro
Cadê o amor, cadê?
Amor de mulher
Único amor
ancestral
Amor comigo mesma
Amor meu
Do meu coração só eu sei
Batidas que me obrigam a sair do lugar
A dor minha é proporcional à felicidade
Cadê o amor, meu?

Decisão,
 Orí -  ent – ação
Ori, Bori
O meu amor é meu
A dor que chega é a mesma que vai
Cadê o amor, cadê?


domingo, 23 de setembro de 2012

Até o Fim


No caminho desertante ela vai com sua capa de couro, seu martelo justiçeiro e sua estrela.
São desafios quase dilacerantes, um minuto e tudo muda. É posta à prova a cada pôr do sol.
O trajeto é intenso, suado, meio agridoce! Um lamento e nada mais. Um agradecimento.
Ela calça suas polainas de longa data e corre ao encontro do universo. Um abraço é o suficiente.
Dona Korrandina vai aos campos de batalha certa de sua vitória, não pode parar, não pode!
Ela vai até o fim!

sábado, 25 de agosto de 2012

entre


Ouço a cantiga do coração
Engulo o tempo que me pressiona
Sorrio em busca de um novo
Momento


Desachoro, desacelero
Equilíbrio, equilibro
A procura de..
Entre eu e o outro