Se o peito me aperta as chagas
Me embalo no canto do vento
Sou poesia guardada, anunciada em verão
Sou uma e algumas ao mesmo tempo
Eu fui a espera, hoje sou o momento
Me guardo, me abro, me toco, me tenho
Abaixo a guarda e acolho o
que é meu
Agradeço, dou Vida, canto
Meu som é da noite, é piar de mutum
é uivo de cachorro louco espalhando mensagem
O sol já chegou, minha pele quer se queimar
Minha negritude quer sassaricar
Eu vou, eu sou
Do meu sorriso, dona sou eu