terça-feira, 6 de novembro de 2012

É o quê?



Num dia trovão, no outro canção
Mas trovão é justiça, clarão
É o mar que me invade e me faz
Paixão é o quê?

É o cheiro, o gosto que fica?
O palpitar?
Amor, não sei mais
É chão ou além da razão?

Sem pretensão de entender deixo ser
Sob o acalanto de Caymmi
Aprendo a viver, a receber

Acredito

domingo, 30 de setembro de 2012

Orí




Do meu coração só eu sei
Batidas que soam nos fundos
Caminhos diversos, de pedra e areia
A mente sozinha e confusa constrói uma ponte
O corpo estremecido busca colo
Os pés sem fibras pedem socorro
Cadê o amor, cadê?
Amor de mulher
Único amor
ancestral
Amor comigo mesma
Amor meu
Do meu coração só eu sei
Batidas que me obrigam a sair do lugar
A dor minha é proporcional à felicidade
Cadê o amor, meu?

Decisão,
 Orí -  ent – ação
Ori, Bori
O meu amor é meu
A dor que chega é a mesma que vai
Cadê o amor, cadê?


domingo, 23 de setembro de 2012

Até o Fim


No caminho desertante ela vai com sua capa de couro, seu martelo justiçeiro e sua estrela.
São desafios quase dilacerantes, um minuto e tudo muda. É posta à prova a cada pôr do sol.
O trajeto é intenso, suado, meio agridoce! Um lamento e nada mais. Um agradecimento.
Ela calça suas polainas de longa data e corre ao encontro do universo. Um abraço é o suficiente.
Dona Korrandina vai aos campos de batalha certa de sua vitória, não pode parar, não pode!
Ela vai até o fim!

sábado, 25 de agosto de 2012

entre


Ouço a cantiga do coração
Engulo o tempo que me pressiona
Sorrio em busca de um novo
Momento


Desachoro, desacelero
Equilíbrio, equilibro
A procura de..
Entre eu e o outro

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Dália



Vida
Vida minha
Linha
Que se abre
Cruza, contorna
Se perde, choca
Formas, cores
Que transmutam
No Tempo, na costura
Sonhos...  nos sonhos

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

SAÚDE











Nas mandingas que a gente não vê
Mil cosias que a gente não crê
Valei -me meu Pai, Atotô, Obaluaê



segunda-feira, 23 de julho de 2012


Sigo o som da Sereia
Pergunto ainda: de onde sou
Aqui dói, lá quem sabe
Lá tem mais ferro, mais sal
Aqui, já não sei
Me perdi
Quero ir, voltar
É lá que meu corpo canta
Por aqui o bordado se encerra
Por lá o avesso me veste
Bate lá meu coração

sexta-feira, 29 de junho de 2012

AVESSO


O sol, o pôr
O mato, o pássaro
As flores, as garças
Capivaras, sons

Ouço lampejos no coração
Tilinta o canto da despedida
Da depressão, pressão
Confusão

O mundo tá pra lá de gripado
Tá tudo ao avesso, tudo errado
Tudo arde e não tem receita
Diz ter cura, mas não tem mistura

Ouço a porta e vejo entre as fendas
O verde com fagulhas de alegria
Tentaram apagar o branco
Mas o branco é interno, cada qual tem o seu

terça-feira, 19 de junho de 2012

Uma Prece


Entrego minha dor à onda mais rasteira que chegar
Não mais dou conta de caminhar sem sentir esse teu cheiro
Me embala, me nina, me ensina a aceitar
Sana minha mente, afaga meu coração, me enche de sal
Sou como sede não aliviada, sou chão, sou fogo, sou também água
Tenho lã, tenho espada, lança e coroa
Tenho ventre e um menino para cuidar
Mas invoco aos 4 cantos:
Sou filha da Dona, Odô-fe-iaba!
Sou filha do mar, Odô-fe-iaba!

sexta-feira, 15 de junho de 2012


Ele vem e penetra a epiderme
Eu cedo, com-preendo, me dou
Arrisco, vivo, quebro a perna mais uma vez
Me sangro e visito a razão
Ela não me recebe, não cruza com a emoção, minha
Retorno com a esperança de um dia entender
Eu sigo levando um coração sadio
Eu volto levando um coração dormente
À espera da chuva eu canto e desencanto
Resisto levando um coração 

sábado, 9 de junho de 2012

ORAI E VIGIAI

tudo é lícito, mas nem tudo convém
tudo é lícito, mas nem tudo edifica
semeadura >> liberdade
colheita >> justiça

segunda-feira, 4 de junho de 2012

disposição de alma


Por afeto se diz disposição de alma
Eu, inteira, disposta a tudo, a dar
Sofro em meu silencio, em minha solidão
Em meu eu mais profundo
Grito o amor e ninguém o escuta
Sacolejo-o e Ele não percebe
Com o corpo dormente dou alguns passos
Não páro. Volto, recomeço, até corro
Canto um encanto e me desfaço
Danço um passo e escorrego
Levanto, rezo um novo início
Suspiro e contemplo a alma, sem medo

domingo, 27 de maio de 2012

evolucionar


Evoluir é rasgar consigo, com o outro
Não há como virar galinha sem quebrar o ovo
É o processo do ouro
É cíclico e dependente, é cadeia alimentar
Matar pra viver, pra renascer.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Eu peço a Benção!



Comecei a 6ª feira com muito Asé! Depois de um convite feito por Luana Tolentino, venho agora da Regional Norte onde participei de uma troca de saberes maravilhosa sobre Igualdade Racial. Mais do que "palestrar" sobre este tema  - tão caro a nós negras (os) - ouvi histórias de luta dos participantes, além de ser motivada pela sede da Juventude que esteve presente. Colocar o dedo na ferida né fácil não! É preciso muita negritude!!! Estou feliz por ter sido tão bem recebida, além de reencontrar com minha mestra Dircilene Rodrigues: querida, obrigada por tudo!
Parabéns a Equipe que propôs o tema NEGRITUDE dentro do Fórum da Juventude!
É muito bom ser Mulher Negra, Educadora, Atriz e Pessoa feliz com o que é, com o que tem. Hoje aprendi mais um pouquinho...
A Bênção minha vó!




http://www.facebook.com/danielle.anatolio/posts/3504012711767?notif_t=like

domingo, 20 de maio de 2012

ERCÍLIA


Como sereia ela se retorcia
Mergulhava fundo e voltava à terra
Me protegendo, como sempre fez
Falou comigo, sorriu, franziu sobrancelha
De azul em pleno azul do mar
Me tornando criança



Me tornando mulher
Me levou na barriga, ninou e entregou
Aos céus, à vida, ao mar
Pisciana, Mãe, Odoyá
Sereia do Suzana, Sereia de BH
Rainha do meu lar
20-05-12 11:00

terça-feira, 17 de abril de 2012

CRER PRA VER


Abra tua visão
Desarme-se
Vista sua roupa e siga
Sem eira
Não espere o sol brilhar
O que reluz vem de dentro
Não titubeie
É estreito o tempo
O que é simples
É difícil de aceitar
Está lá. Crer pra ver.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Eu sou eu e dobro




Essa mistura de outono, lua cheia, vento frio, sopro quente, promessas, desejos e esperas é o encantamento de Abril. Mês que somos desafiados a entender o canto da natureza.
Abril é o único mês que não termina com ‘o’, ele é diferente, ele precisa ser. Abril, abrir, espuma, mar, Vênus, Amor.
São 12:15, a lua passa por Libra, surge Câncer no horizonte. Manhã de sol, o Mar se agita, a tarde se fecha com Trovão e a noite cai com Lua crescente.

Odo-yá! Kaô-Cabyecile!

quinta-feira, 22 de março de 2012


Corre o rio (Sérgio Pererê)

Corre o rio quando eu choro
E quando vejo o rio rio rio rio
Rio do rio correr
Ah eu também sou rio
Quando canto nu
Sereno e quando rio rio rio
O rio não tem hora
É sem hora o rio
E a Senhora mãe do rio é quem leva minha dor
O rio não tem hora
É sem hora o rio
E a Senhora mãe do rio é quam traz os sonhos bons

segunda-feira, 19 de março de 2012


Se é pra ir, vá com convicção
Dói sim! Linhas se enferrujam
O corpo todo se atravanca

É o pensamento
Cuida dele, domina, rega

Vá, com dor mas vá
Vá de brinco, vá bonita

Força e pudor
E lá vou eu...

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

o 6 de espada

O Sol em Peixes nos remete ao caminho da contemplação, reverência aos mistérios da vida. Delícia, que assim seja! Momento de experimentar a vida, o mundo, unindo a mente racional, analítica, as emoções e intuições, permitindo assim a harmonia vital.
Bom dia à vida que ABRE CAMINHO!


"Sou água de cachoeira
Ninguém pode me amarrar
Piso firme na corrente
que caminha para o mar"


http://www.youtube.com/watch?v=n1xj3IsAiOs





sábado, 11 de fevereiro de 2012

ela estava lá, me esperando de braços abertos... com olhar firme e sereno, sempre pronta para me acolher


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012



Mamãe sabe quando é hora
Acalenta meu peito
Segura meus pés
Dobra minhas mãos
Saudade que bate la dentro
Cheiro de vento
Passageiro talvez
Alimento
Recebe tua graça
Dança
Vai até a lua e volta
Me abraça

02/02/12