domingo, 30 de setembro de 2012

Orí




Do meu coração só eu sei
Batidas que soam nos fundos
Caminhos diversos, de pedra e areia
A mente sozinha e confusa constrói uma ponte
O corpo estremecido busca colo
Os pés sem fibras pedem socorro
Cadê o amor, cadê?
Amor de mulher
Único amor
ancestral
Amor comigo mesma
Amor meu
Do meu coração só eu sei
Batidas que me obrigam a sair do lugar
A dor minha é proporcional à felicidade
Cadê o amor, meu?

Decisão,
 Orí -  ent – ação
Ori, Bori
O meu amor é meu
A dor que chega é a mesma que vai
Cadê o amor, cadê?


domingo, 23 de setembro de 2012

Até o Fim


No caminho desertante ela vai com sua capa de couro, seu martelo justiçeiro e sua estrela.
São desafios quase dilacerantes, um minuto e tudo muda. É posta à prova a cada pôr do sol.
O trajeto é intenso, suado, meio agridoce! Um lamento e nada mais. Um agradecimento.
Ela calça suas polainas de longa data e corre ao encontro do universo. Um abraço é o suficiente.
Dona Korrandina vai aos campos de batalha certa de sua vitória, não pode parar, não pode!
Ela vai até o fim!